domingo, 1 de novembro de 2009

O Universo das pedras - As pedras rolantes





















Este servicinho deu-me tanto prazer a fazer que não resisto a presenteá-los com mais alguns exemplares. Deu-me também muito trabalho organizá-lo por ordem - a minha ordem cromátrica - mas estou satisfeito com o resultado final.
Foi tudo feito em três partes distintas: A inicial, de entusiasmo, no Verão ao Sol, no pátio. A segunda, já com o clima a mudar, dentro de casa com o flash e um pouco de imaginação. A terceira, directamente na praia, por acaso durante um passeio não programado no Outono. Misturei tudo com umas imagens antigas e compilei 800.
Apetecia-me dar títulos às pedras, mas contento-me imaginando-as asteróides vogando nos confins de inúmeros sistemas solares.
Acabei mesmo fazendo um painel de cimento com as mais pequenas, painel esse que vou instalar na parede da frente da minha casa.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Suspiros na eternidade



por ordem alfabética

Anti-gravidade

Num mundo onde a escassez de combustíveis fósseis (os tradicionais - carvão, petróleo, gaz) é cada vez mais reduzido, e cada vez mais a sociedade se vira para as chamadas energias alternativas como a solar", a eólica e a das ondas do oceano, há algo que talvez não esteja a ser tão valorizado como merecia. O FERRO.

Quaquer pessoa mais informada sabe que o nosso planeta é composto por uma quantidade significativa de ferro na sua composição, tanto que lhe permite manter um núcleo nuclear e um campo-magnético (autêntico campo de força "como na ficção científica") para proteger a superfície das radiações mortíferas dos raios de Sol.

Muito bem: se temos um núcleo ferroso tão grande como isso, podemos criar dispositivos anti-magnéticos negativos (enormes imãns magnetizados) para criarem repulsão natural e anti-gravidade (tal como nos comboios modernos mono-carril), elevando dessa forma massas de matéria significativa (com a possibilidade de se poderem construir palácios nas nuvens - cidades - se se quisesse.).
Atenção que este tipo de comentário não tem nada de novo. Já o conheço há mais de trinta e cinco anos, continua a ser actual (e não foi escrito por mim).

Aconselho portanto as "carolas" deste planeta a pensarem mais sériamente no assunto, (para bem da raça humana).
Uma coisa posso garantir: se um espertalhão qualquer consegui-se desenvolver um dispositivo eficaz para provocar levitação anti-gravitacional efectiva, esse, acabaria mais famoso que o Einstein (garantido).

Já imaginaram poder levantar voo sem o mínimo esforço (como um anjo)? Ou partir para a Lua (como um muçulmano vai a Meca, um Judeu a Jerusalém, um Tibetano a Lhassa, um Espanhol a S.Tiago de Compostela, um Francês a Lourdes, um Português a Fátima, um Americano a Memphis ver o Elvis...). (Perdi-me nas nuvens).

Continuo (talvez) mais tarde.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Um homem de negócios + ou - desinteressado pelo dinheiro

Sou a quarta geração de uma família de comerciantes com sucesso da classe média. Desde os treze anos que o meu pai me obrigou a ir para o escritório (quando eu queria era ir brincar) para aprender o ofício de escriturário. Aos catorze era obrigado, ao sábado à noite, a passar o tempo que fosse preciso a fazer a conta às notas de encomenda que ele trazia duma semana de trabalho na estrada. Amaldiçoava-o pelo tal, porque não podia sair e ir ter com os meus amigos, quando o podia fazer no domingo. Mas ele era inflexivel e não queria saber disso para nada: estava mais interessado em saber imediatamente quanto tinha ganho nessa semana. Instintivamente se começou a instalar no meu subconsciente uma aversão agressiva a tanta ganância e desprezo pelo conforto da minha pessoa.
Com quinze anos deixei de estudar de dia e comecei a trabalhar no conjunto de armazens do meu pai para ganhar dinheiro para comprar livros, enquanto continuava a estudar à noite. Como era filho do patrão a minha liberdade de manobra era satisfatória, mas isso não impedia que o trabalho não tivesse que ser feito à mesma. O meu pai acabou por ser atraiçoado e roubado pelos sócios e aos dezasseis anos, farto de aturar os designios ambiciosos da minha mãe de fazer de mim aquilo que ela queria que eu fosse, fugi de casa e andei meses a vaguear pelo país. A intenção era ir para Marrocos, mas a política repressiva do fascismo nessa época impediu esse objectivo.
Quando fui obrigado a ir para a tropa a minha especialidade era escriturário, e era o melhor da turma. Também era o melhor atirador do meu pelotão. No fim da recruta o sargento-instructor queria que ficasse com ele, como ajudante e eventualmente sucessor, mas era tão agressivo e ruim que metia medo às cobras: tive de inventar uma desculpa esfarrapada para fugir para longe dele. Parecia o diabo. Como era o melhor pude escolher para onde queria ir, e escolhi Coimbra: o convento de Santa Clara.
No convento, o Major chefe do grupo onde ia trabalhar, apercebeu-se imediatamente das minhas qualidades e pôs-me a fazer serviços para o Alto-comando, como gráficos da inspecção de mancebos com quinze metros de comprimento e cinco de altura, para impressionar as altas chefias do Estado-Maior. As festas eram tantas que andava continuamente "cromado". No fim, toda a equipa de oficiais estava fascinada com o meu desempenho, e tentaram convencer-me (de forma quase religiosa) a ficar com eles e trabalhar para o Estado. De certeza que teria um futuro risonho e promissor: dissuadi-os dizendo que, com as minhas convicções filosóficas, nunca poderia trabalhar para uma instituição vocacionada para o exercício da violência.e das armas. Compreenderam e bateram-me a pala.
Depois do serviço militar, e em plena recessão da revolução de Abril, andei um ano e tal ao alto, tanto tempo que me fartei da mandriagem e relutantemente alinhei com o meu pai na viagem. Pelo menos iria conhecer o país real. No entanto sabia que isso iria ser Sol de pouca dura. O carácter obsessivo pelo negócio do meu pai era extremo, e achava isso absurdo. Tão absurdo que no fim-de-semana nem cinco euros me dava para sair e tomar um copo com os amigos (quando os conseguia agarrar, tão tarde chegava) dizendo que já tinha comido e bebido bem toda a semana, portanto já tinha levado a minha parte. Era então a vez da minha mãe se mandar para a frente e dar-me algum dinheiro (sem ele saber) para eu continuar a alinhar na viagem. Três ou quatro meses depois desisti, farto de tanta hipocrisia, mentira e falsidade no mundo dos negócios.
Contudo, a experiência mais significativa que tive neste capítulo foi em Brazaville, no Congo, anos depois. Como cliente assíduo do mercado de arte fartei-me de regatear com os pretos as peças que queria comprar, e comprei muitas. Tantas, que deixei tudo o que ganhei com eles, e no fim vi-me lixado para sair de lá com elas, mas consegui.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

A compra improvável do que é meu

Quando o computador deu o berro apercebi-me de um e-mail de uma editora a solicitar que entra-se em contacto com ela: uma editora literária. Pelos vistos alguém da agência da dita cuja aqui no Norte deu uma vista de olhos ao meu blogue e entrou nessa. Estavam interessados no meu material. Infelizmente logo a seguir perdi essas mensagens e fiquei na dúvida. Então resolvi tirar teimas e fui à net verificar a dita editora - lá estava ela. Dei uma vista de olhos por alto ao catálogo e resolvi envolver-me.
Enviei um e-mail e recebi a resposta de que ninguém na editora tinha entrado em contacto comigo, mas se tivesse algo a declarar podia fazê-lo. Era óbvio que o mirone não tinha sido da sede, mas da sucursal no Porto - não interessa.
Resolvi então enviar o meu texto, e um mês e tal depois (meteram-se entretanto as férias pelo meio) recebi a resposta: o texto tinha sido aprovado pela direcção e as condições de edição eram as seguintes: a editora comprometia-se a editar 500 exemplares, sendo que 200 eram por minha conta, ao preço de 11 euros por exemplar. Depois da respectiva destribuição pelas papelarias do país, receberia 20% pela venda de cada livro como direitos de autor.
Até aqui tudo bem. Mas quando me ponho a fazer contas de cabeça apercebo-me imediatamente que o negócio não interessa nem ao sr.abade. Vejamos: se sou obrigado a ficar com 200 exemplares à minha conta vou ter de pagar 2200 euros logo à partida, isto para não falar no trabalho suplementar de ter de os vender para recuperar o investimento, coisa que não estou interessado em fazer: vender livros.
Eu compro, não vendo livros.
Por outro lado, esse encaixe monetário pela editora vai fazer com que seja eu a financiar a edição à minha conta e não ela. Na prática, em vez de estar a vender o meu trabalho estou a comprá-lo, o que acho ridículo.
Mesmo que todos os livros fossem vendidos e eu recebesse a minha comissão dos restantes 300 isso daria quanto? A 2,20 euros cada um façam a conta. Uma ninharia.
"O mercado da arte em geral em Portugal é um pântano cheio de crocodilos. Se cais lá dentro és comido, e mesmo na margem não estás em segurança."
Vou continuar o jogo e vou pedir que me enviem o contrato. Receio ter ainda mais surpresas
dignas de nota, a nível de direitos de autor.
Que egocentrismo absurdo. Os gajos de Lisboa têm a mania que são espertos e o resto do país não passa de uma cambada de parolos. Ah-ah-ah.
Ri melhor quem ri no fim.
A verdade é que ainda não estou interessado em editar os meus trabalhos, e quando o fizer é à minha maneira: daqui a dez anos. No minímo três livros de uma vez.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

O disco rígido do computador foi à vida, e a Lua acompanhou-o. Vou ter de refazer muita informação que dava por garantida, e o tempo é escasso.

Neste momento a música é um tsunami que me engole com tanta informação que quase me afoga. Quase... Com todo o prazer.

Posso no entanto garantir que estamos juntos para desbundar o conhecimento até ao infinito.
Quando acabar com a música vão-se fartar de me aturar com as palavras, as imagens, o vídeo e o audio, tudo caseiro. Esperem e logo verão.

See you

terça-feira, 26 de maio de 2009

   Cá estamos nós de novo, no rock:

   Acerca da nudez de ideias de ontem, tenho uma imagem da Lua, a acrescentar mais tarde.

   A lição da noite de hoje é música pop dos anos sessenta e setenta: são três e dois da manhã, e como sempre a lição não vai ser longa. Devem estar a fazer dois meses desde que recomecei  a ouvir (e gravar o que me interessa) milhares de albuns, gravados em MP3 por um amigo que tinha relutância em deitar para o lixo tanta música, gravada durante um período de desemprego prolongado, e cuja mulher estava farta de ver tanto disco a ocupar espaço desnecessáriamente.

   Já se sabe que Deus é grande (se eu acreditasse em deuses): portanto, mesmo sendo um presente pesado, devo agradecer a esse amigo semelhantemente-magnífica-escola de arte musical do planeta dada às sacadas de plástico a abarrotar pelas costuras.

   - "pour le plaisir de jouir le bon". A língua Francesa é óptima para a poesia. - "Quand on est là".

   Et voilá. Ça suffit pour aujourd´hui. En aura plus demain.

   Salut...


segunda-feira, 6 de abril de 2009

domingo, 5 de abril de 2009

I´m tired


   A uma semana da Páscoa, na Prima Vera, faz um frio de rachar.
   Os Italianos construtores de gaitas com quem tento comunicar, estão evasivos. Até parece que a oficina deles é mesmo aqui ao lado. 
   A edição fotografica planetária do meu irmão está a dar trabalho, mas compensa. É viajar de graça pelo mundo sem sair do sofá.
   Agora vou "cubar".

sexta-feira, 20 de março de 2009






   Ah. A primavera da vida. De todas as vidas na Terra (quase ia dizer do Cosmos, mas isso seria pedir demais). Ainda por cima o que interessa o Cosmos, a não ser na literatura de ficção científica, que tanto prazer me dá ler. 
   Falando em Cosmos, acho imensa piada aos programas  que fazem na TV cabo acerca do assunto. Na minha opinião o Ser Humano mete impressão ao formular certos raciocínios como eventuais possíveis realidades. Que espécie de vivência, amostra (ou o que quer que seja) tem, para provar o que quer que seja? Nada de nada. Imagens sacadas dos telescópios? Teorias de astro-físicos? Astro-físicos de quê? De tipos de bata branca atrás de máquinas mudas? 

   A raça humana devia confinar-se à sua própria realidade. Uma realidade simples e em harmonia com a Terra, como fazem os Indianos, por exemplo. 
   Aliás, estou de acordo em que se devia ensinar yoga nos infantários e escolas primárias. Os bébés hoje em dia já nascem quase ensinados e o yoga seria a perfeita lavagem ao cérebro da nossa mediocridade latente. O legado da ditadura apagado do mapa mental e a passagem para o futuro incerto com a alma limpa.

   E a beleza e colorido da primavera onde está? Vou mostrar algumas plantas da época.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Guerra cibernética



      Toda a gente que tem um computador sabe os dissabores que semelhante máquina ocasiona de vez em quando. 
   Não sendo eu diferente dos outros (ainda por cima não percebo nada de programação) esse tipo de acontecimento já me ocorreu várias vezes, e a vontade de destruir o aparelho esteve mais que uma vez por um fio. Felizmente tenho alternativas de escape psicológico e aqui vai ela.
   Junto uma pintura da minha mulher, para animar este blogue.
   
   I don´t know if you know, but I´m nobody. And I want be like that.

Poluição na costa





    Como estamos a caminhar para o bom tempo (e sendo já um hábito de longa data) todos os anos no mês de Março eu e a minha mulher vamos dar uma volta pelas dunas e pela rebentação para ver os níveis de poluição deixadas na areia pelo mar. 
   Claro que à partida já sei com que contar: lixo e mais lixo a perder de vista misturado com raízes arrancadas à encosta escarpada da praia de Maceda, tudo muito bem embrulhado em plástico e cordas.
   Este ano temos um bónus suplementar: milhares de vasilhas de plástico negro espalhadas por dezenas de quilómetros de costa. Quase parecem armadilhas para polvo, mas não são.
   Vou-vos mostrar o aspecto da coisa.

   É impressionante a quantidade de plástico, madeira e cordas espalhados pela nossa magnífica costa marítima.

   Já sei que ainda é cedo para começar a limpar, mas o óbvio é que essa monstruosa realidade vem do mar, bem mastigada e polida, afectando todo o sistema de sobrevivência das espécies marinhas. Nem no sitio mais remoto do mar (no meio do Oceano Pacífico) os peixes e mamíferos estão a salvo de semelhante peste artificial.
   Vejamos mais um exemplo ou outro, quais obras de arte abstracta da fúria do Atlântico.

segunda-feira, 9 de março de 2009

História de uma flauta de maestro oferecida


   Hey, hey, hey.
   
   Faz um tempo que não caracolo para estes lados. E a mensagem do dia é? - A Prima Vera.

   Apetecia-me tocar flauta, mas ela não toca bem. Vou mandá-la para Itália - Milano, e esperar que os Leonardos daVinci´s da banda a ponham a fremir. 

   Piu, piu, piu... Para ORSI MILANO eu vou... Piu, piu, piu... piu, piu, piu.
   Viva o Papa.

   Estou a escrever isto porque está Lua Cheia e isso cria-me na mente uma estranha sensação de Lunatismo. Será que isso existe mesmo? O lunatismo? Segundo os Pink Floyd, sim.

   E a flauta?